"Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém"
homens para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus” (Mt 5, 16). Quando Jesus chamou os seus discípulos de sal da terra, de luz do mundo, ele, com efeito, não lhes permitiu viver se omitindo, mergulhados em falsos complexos de inferioridade, acanhados, medrosos e acovardados em sua atitude de fuga, ante o mundo e sei lá mais o quê. O protagonismo que os discípulos de Cristo devem assumir no mundo, para nele inserir-se estrategicamente, tendo em vista transformá-lo, é visível e inconfundível no Evangelho. E aí? Qual o sentido, então de fazer alguma boa ação escondida sem contá-la a ninguém?Cabe aqui, uma perguntinha básica: como imunizar-se de tudo isso? Creio que uma das respostas pode ser: fazendo as coisas com discrição, sem
alardes, buscando a glória de Deus e o verdadeiro bem das pessoas, vivendo o sacrifício diário, cultivando as virtudes e fazendo o bem, sem estas orquestrações de vanglória que fazem parte do cardápio dos mendigos de reconhecimentos humanos. E, no Evangelho, Jesus afirma (tomarei alguns versículos do capítulo 6 de São Mateus): “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos
homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu (v,1). Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa(v. 2). Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa (v. 5). Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa” (v. 16).
para isso!!!! E o bem que Deus deseja de nós, deve ser realizado; se não for comete-se o pecado de omissão. Talvez, um pecado que a consciência acuse pouco. Será? O bem que deveria ser feito e não foi feito, incomoda a consciência? Portanto, olho vivo!
Pense só!!!!! E nem por isso, ele deixou-se influenciar na vivência de tudo isso de vaidade, fazendo um mau uso do papado para uma projeção pessoal. Aliás, pouco importa ser o papa ou um humilde e escondido monge no seu mosteiro. Ser um humilde operário, pai de família e esposo ou ser um grande pregador, ou importante político (um presidente da república ou uma rainha). Para Deus, isso não é o decisivo. Como se vive nestas condições, os porquês, as escolhas feitas, as motivações bem fundamentadas em buscar o genuíno bem, eis o que importa. A propósito, sugiro que vejas no youtobe, um vídeo maravilhoso: a mulher invisível. Fantástico! Não te arrependerás em assisti-lo!Fica aí o desafio. Que Deus nos faça simples, humildes e discretos, mas também destemidos e ousados na prática do bem. Um abraço e bênção do padre.








